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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Contabilidade Financeira e Contabilidade Gerencial

Este artigo é uma sequência do anterior. Para entendê-lo melhor, recomendo que seja que o anterior (logo abaixo) seja lido antes.

No artigo anterior, informei que a contabilidade custos para fins gerenciais incorporou conceitos de economia, administração, engenharia e outros para acompanhar as mudanças do mundo moderno e facilitar "feedbacks" (*) para examinar a adequação de atos já executados ou em fase de planejamento em relação às finalidades desejadas. Portanto, a contabilidade de custos tornou-se a ferramenta principal para a contabilidade gerencial. Para entender essa importância, é preciso conhecer as principais diferenças entre a contabilidade financeira e a contabilidade gerencial.
Na contabilidade financeira, os proveitos são contabilizados apenas quando há um recebimento, e os encargos são considerados somente quando ocorre um pagamento. Assim, a contabilidade de custos para fins gerenciais complementa a contabilidade financeira para obter a apuração de resultados. 

Principais diferenças

As principais diferenças entre as contabilidades financeira e gerencial se referem são quanto ao tipo de clientela, aos propósitos da contabilidade, às datas, aos tipos de informações e ao escopo. Na contabilidade financeira, são considerados como clientes os agentes externos, ou seja, acionistas, credores, autoridades tributárias, etc. Para a contabilidade gerencial, considera-se a clientela interna, isto é, os funcionários,  os administradores e os executivos da própria empresa ou ou organização.
Os propósitos da contabilidade financeira são reportar o desempenho passado à clientela externa e estabelecer contratos com proprietários de empresas e credores. Os da contabilidade gerencial são informar decisões internas tomadas por funcionários e gerentes, estabelecer "feedback" (*) e controle sobre desempenhos operacionais e contratar proprietários e credores. 
Quanto às datas, a contabilidade financeira considera períodos históricos e atrasados.  A contabilidade gerencial considera o período atual e prioriza orientações para o futuro. 
Na contabilidade financeira, a restrição é regulamentada e dirigida por regras e princípios fundamentais da contabilidade e por autoridades governamentais. Na contabilidade gerencial, a restrição não precisa ser regulamentada e os sistemas de informações são determinadas pela administração para resolver problemas estratégicos e operacionais. 
As informações determinadas pela contabilidade financeira são somente para a mensuração financeira. As provenientes da contabilidade gerencial se referem à mensuração física e operacional dos processos, à tecnologia, aos fornecedores e aos concorrentes de mercado. As informações oriundas da contabilidade financeira são objetivas, auditáveis, confiáveis, consistentes e precisas.As oriundas da contabilidade gerencial são sujeitas ao julgamento de seu valor e precisam ser relevantes e acuradas. 
"Escopo" é o conjunto de todos os produtos incluídos num projeto, os serviços necessários para concretizar esses produtos e os resultados finais esperados. Na contabilidade financeira, o escopo fornece a descrição de tudo que precisa ser feito para que os objetivos sejam alcançados com recursos e funções especificados. Na contabilidade gerencial, informa as decisões e ações legais.
O público alvo da contabilidade financeira (clientela externa) precisa ter condições de avaliar a situação financeira da empresa ou organização, mas não precisa de informações detalhadas e específicas como, por exemplo, as que se referem à linha de produtos. Para a clientela externa, entender como os administradores obtém o retorno que os acionistas exigem não é muito importante - isto é, desde que o retorno esteja realmente garantido. Cabe ao administrador a função de acompanhar a linha de produtos, os serviços, os recursos utilizados e os clientes que atendem aos anseios dos "stakeholders" (**).

(*) "Feedback" (plural: "feedbacks") - informações a respeito de uma pessoa física (funcionário, cliente, acionista, etc.) quanto ao seu desempenho, sua conduta pessoal, etc., para orientar, reorientar e/ou estimular ações de melhoria.
(**) "Stakeholder" (plural: "stakeholders") - junção de outras duas palavras do idioma inglês: "stake" ("interesse" - neste caso, no sentido financeiro) e "holder" ("proprietário", "titular"). O stakeholder é, portanto, o proprietário de uma empresa o titular de direitos que envolvem interesses financeiros. 



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